terça-feira, 16 de setembro de 2008

Outro dia... outra dor!

Amanheceu... que bom que a noite passou! Pensei que aquele pesadelo não fosse acabar. Hoje tenho aulas na auto-escola. Nossa! Estou atrasada... Corri para o ponto de ônibus! Que estranho, senti um calafrio... ah, deve ser coisa da minha cabeça. Quando o ônibus começou andar comecei a ficar apreensiva! Saímos da área de maior movimento... Pronto! Já estava desesperada de novo... Celular sem crédito... mãããããeeee! Nessas horas eu só queria minha mãe... Sentia-me com cinco anos! Comecei a ligar para todos que eu conhecia... Será que eu estou morrendo e ninguém me fala nada? Nessas horas todos os celulares ficam fora de área... Desci no primeiro ponto que tinha gente perto! Entrei no shopping chorando... Todos me olhavam! Ninguém me ajudava... Nesse momento encontrei Lara, uma velha amiga que eu não via há muito tempo. Abracei a garota como se nunca mais fosse soltar;
- O que houve amiga?
- Me ajuda Lara... Me ajuda...
- O que está acontecendo?
Eu não conseguia responder... Liguei para uma amiga que ligou para outro amigo, que abriu mão do horário de almoço para vir ver o que estava acontecendo comigo. Quando ele chegou, Lara foi embora... Eu o abracei como se o mundo estivesse acabando! Acho que quem estava passando por ali naquele momento pensava: “Coitadinha... Ta se humilhando porque o cara a abandonou!” Parece até engraçado... Mas, pra mim não foi!
A partir desse momento eu já não queria sair de casa...

Um comentário:

aeronauta disse...

Estar no mundo é também ter esperanças: de ser compreendido, por exemplo. Eu compreendo tudo o que você está passando. Pode ter certeza disso. E você vai conseguir lidar com essa dor. E sair dela.