segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Não há nada de normal no que estou sentindo

-HÃ... normal... não tem nada de normal no que eu estou sentindo!
Levaram-me para o posto de saúde mais próximo... eu não conseguia andar!
-Busquem uma cadeira de rodas- pediu a moça de branco!
-Cadeira de rodas?- Meu Deus, será que estou perdendo os movimentos?
Colocaram-me na maca e mediram freqüência cardíaca, oxigenação do cérebro e pressão... tudo normal!
Eu não podia acreditar! Os aparelhos só podiam estar errados... eu me sentia mal, aquilo não era nada normal. Minha mãe chegou... eu chorava muito...
-Você brigou com alguém? Perguntou a doutora
-Não! Eu dizia soluçando...
-Estava triste com alguma coisa?
-Não!
-Você comeu alguma coisa hoje?
-Um pão de queijo...
Puseram um soro em mim e concluíram que o que eu tinha era fome...
Está tudo bem-dizia uma moça muito educada- e eu pensava- Não está nada bem!Meu coração está quase saíndo pela boca...-Quando acabou o soro me deram alta e eu fui para casa. Eu não entendia o que tinha acontecido comigo. Queria explicações. Minha mãe falava que me levaria ao cardiologista e o que eu sentia era medo daquela dor voltar!

5 comentários:

aeronauta disse...

Obrigada pela visita lá no Aeronauta - lugar dos estrangeiros!
Irei aparecer sempre aqui no seu blogue: cantinho para interlocução desse mal-estar que todos vivem.
Abraços.

Senhorita B. disse...

Temos todos a nossa dor. Virei aqui sempre e desejo tudo de bom.
Bjs,

Janaina Amado disse...

Obrigada pela visita ao enredosetramas, Flor do Mel. Volte sempre.
Fiquei comovida com sua história. Ainda bem que agora você está podendo contá-la. O medo é meu velho conhecido, desde muito pequenininha. Vou voltar. Abraços.

Bernardo Guimarães disse...

Recebi sua visita e corri para ver seu blog. Fiquei meio avexado mas não pense que vc está só neste mundo. Na verdade, NÃO HÁ NADA DE ANORMAL NO QUE VC ESTÁ SENTINDO.Bastou vc expressar para dar o primeiro e mais importante passo. De ouvinte ( leitor), vc não carece. Tamos todos aqui.
Abçs.

Muadiê Maria disse...

Flor, fiquei contente com a sua visita.
Tenha calma, viu? Sei que é muuuuito difícil, mas você não é a úica, não está sozinha, e vai descobrir maneiras de lidar com isto.
Um beijo,
M.